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A situação no PS francês nunca esteve tão confusa.
Quem é a nova líder dos socialistas, é a grande questão, depois de Martine Aubry ter vencido com uma vantagem de 42 votos. Ségolène Royal não reconhece a derrota, quer uma nova votação.
Há registo de irregularidades em algumas mesas de voto que poderão ter beneficiado Aubry.
Royal considera que os socialistas têm o direito como qualquer outro eleitor, a um resultado claro, incontestável. Há uma série de reclamações à volta deste escrutínio. Por isso, é da responsabilidade das candidatas pedir um novo voto aos militantes, um voto desta vez bem fiscalizado.
Será o Conselho Nacional do PS que vai decidir entre uma de três opções: ou o resultado é validado, como pretendia o ainda secretário geral do partido e ex-marido de Royal, ou há uma recontagem dos votos ou procede-se a uma nova votação.
A candidata eleita, Martine Aubry, reconheceu a vitória e apelou à união urgente dos socialistas que pretende liderar com responsabilidade.
Os analistas e os opositores ao PS são implacáveis. Acusam os socialistas de estarem irremediavelmente divididos. Se a derrota de Ségolène Royal for confirmada há já quem fale na cisão do Partido Socialista.
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