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Martine Aubry foi eleita líder do Partido Socialista francês, ainda que os resultados estejam a ser contestados. Por uma escassa margem de 42 votos, derrotou Ségolène Royal que não aceita o resultado do escrutínio.
Filha de Jacques Delors e presidente da Câmara de Lille, Martine Aubry diz entender a reacção da rival: “Compreendo a decepção da adversária Ségolène Royal e daqueles que a acompanharam e votaram nela, sobretudo, perante resultados tão renhidos. Mas eu quero-lhes dizer que a questão já não é saber quem perdeu ou quem ganhou. Todos terão perdido se não formos capazes de nos unir, rapidamente”.
Martine Aubry promete ser a líder de todos os socialistas, mas a candidata derrotada contesta a eleição e acusa-a de se precipitar ao proclamar a vitória, só porque tem alguma vantagem na contagem dos votos.
Ségolène Royal vai pedir uma terceira votação, que pode acontecer já na quinta-feira. Espera que seja essa a decisão do Conselho Nacional, o orgão com competência para validar os resultados.
“Há tanta contestação e a diferença é tão pequena, que eu penso que a responsabilidade de ambas, Aubry e eu própria, é pedir a repetição da votação aos militantes, um voto que, desta vez, seja controlado e por isso, incontestável”, diz Royal, prolongando assim a crise do PS francês.
A reunião do Conselho Nacional do partido está marcada para terça-feira, devendo a decisão ser conhecida no dia seguinte: ou a eleição será repetida, ou serão validados os resultados que dão a vitória a Martine Aubry.
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