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A Ucrânia assinalou os 75 anos da Grande Fome, o período negro da história, despoletado pelas autoridades soviéticas e responsável pela morte de milhares de pessoas.
Representantes de 44 países juntaram-se às homenagens, entre eles a Polónia e a Geórgia.
De acordo com dados oficiais da Ucrânia, morreram entre 1932 e 33 sete milhões de pessoas, vítimas da polítca de Estaline.
As comerações fizeram esquecer o quarto aniversário da Revolução Laranja que ditou o afastamento da influência de Moscovo.
O certo é que nestas homenagens, a fome e as mortes foram lamentadas mas não houve uma única acusação directa às autoridades russas.
Seja como for, Viktor Iuchenco quer que a ONU reconheça como genocídio a fome provocada nos anos 30.
Uma reivindicação até agora sem resposta por parte das Nações Unidas.
Trata-se de uma das maiores catástrofes humanas do século XX.
Treze países em todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, reconheceram a Grande Fome como Genocídio. A União Europeia qualificou-o na semana passada como Crime de Lesa Humanidade.
Estaline fez uma redistribuição da produção agrícola pelas antigas repúblicas soviéticas. Uma nova partilha apelidada de Colectivização que terminou da pior maneira.
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