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A assembleia de líderes tibetanos no exílio reunidos durante uma semana em Dharamsala, no norte da Índia, decidiu privilegiar a via da reconciliação com Pequim.
A mais importante reunião da comunidade tibetana das últimas seis décadas culminou com um compromisso com a “Via Média” do Dalai Lama, que defende uma “autonomia cultural” alargada.
A vice-presidente do Parlamento tibetano no exílio explicou que, no entanto, não vão voltar a tomar a iniciativa do diálogo. “Se a China não responder positivamente à decisão, não restará outra opção para além de apontar para a completa independência”.
A radicalização da luta contra a dominação chinesa – defendida sobretudo pelos mais jovens – continua portanto uma hipótese real, até porque as últimas negociações entre delegações tibetanas e dirigentes chineses fracassaram redondamente.
A revolta da Primavera em Lhassa mostrou que o descontentamento é cada vez menos pacífico.
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