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Não são apenas os proprietários dos barcos que se insurgem contra a pirataria na Somália.
Alguns grupos rebeldes somalis decidiram declarar guerra aos piratas.
As autoridades do país também querem atacar um problema que se tornou praticamente endémico na região, como explica Mohamed Sa’id Nor, presidente de Sool:
“Sool é um bastião dos piratas. Temos muitos piratas somalis na região, cada dia há mais. É preciso erradicá-los porque são como uma doença”.
Esta sexta-feira, um grupo de rebeldes islamistas deteve piratas responsáveis pelo sequestro de um superpetroleiro saudita.
Os líderes tribais afirmam que a Arábia Saudita é um país muçulmano e por isso sequestrar uma embarcação saudita é mais grave do que sequestrar uma embarcação de outro país.
A embarcação saudita transporta crude no valor de cem milhões de dólares. Está ancorada ao largo de um dos portos de abrigo dos piratas, em Harardere, 300 quilómetros a norte de Mogadíscio.
Os piratas pedem 25 milhões para devolver o petroleiro. O governo de Riade fez saber que não negociava com piratas mas que não podia impedir o dono do navio de pagar o resgaste.
Segundo o ministro dos negócios estrangeiros do Quénia, só no último ano os piratas recolheram 150 milhões de dólares.
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