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A população no Leste da República Democrática do Congo está submetida a uma violência constante, apesar da suposta trégua entre rebeldes e Exército.
O alerta vem das agências humanitárias das Nações Unidas. O Alto Comissariado para os Refugiados sublinhou que continuam a registar-se diariamente ameaças, extorsões, pilhagens, raptos e violências sexuais contra civis.
A segurança dos 67 mil refugiados nos campos de Kibati, nos subúrbios da capital da província do Kivu Norte, é motivo de grande preocupação.
Um supervisor dos Médicos Sem Fronteiras explica que “durante a noite, os combates obrigam a deslocar os pacientes para o hospital provincial”.
As Nações Unidas anunciaram há uma semana a transferência de milhares de refugiados de Kibati, nos subúrbios de Goma, para uma zona mais segura, mas ainda não conseguiram realizar a operação.
A Amnistia Internacional pediu que o reforço da missão da ONU na RDC seja concretizado “logo que possível”, para melhorar a defesa dos civis. Várias ONGs consideram insuficiente a actuação da Monuc.
A decisão de enviar mais três mil capacetes azuis para o terreno levou a rebelião a alertar contra uma “militarização excessiva”.
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