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A assessora do presidente ruandês, Rose Kubaye, rejeitou a existência de um acordo entre França e o Ruanda para inocentá-la das acusações de envolvimento num assassínio político.
Kubaye foi colocada sob liberdade condicional, na quarta-feira, depois de ter sido formalmente acusada da acção pela justiça francesa.
Um conselheiro do presidente Nicolas Sarkozy terá viajado recentemente a Kigali, com o objectivo de resolver o diferendo judicial que inflama as relações entre os dois países.
Kubaye garantiu ontem que sabe que, “é inocente. Não fui enviada por ninguém. Quando fui detida em Frankfurt decidi deslocar-me a França para enfrentar a justiça e provar a minha inocência”.
Considerada como uma heroína da guerra contra o regime hutu que pôs fim ao genocídio ruandês, Kubaye é acusada da autoria do antentado que precipitou o massacre, em 1994, vitimando o então presidente ruandês Juvenal Habyarimana.
Uma acção pela qual outras sete figuras próximas do presidente tutsi Paul Kagame são alvo de um mandado de captura internacional, emitido por Paris.
Kigali ameaçou divulgar informação sobre a implicação francesa no genocídio, caso Paris não abandone as acusações contra os responsáveis.
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