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O Senado argentino aprovou a nacionalização dos fundos de pensões privados.

O voto favorável dos senadores, duas semanas depois da “luz verde” dos deputados, abre a via à transferência de cerca de 23 mil milhões de dólares para um sistema de pensões estatal.

A decisão foi mal recebida pelos mercados bolsistas, enquanto a oposição denuncia uma “confiscação” de capital por parte do governo da presidente Cristina Kirchner para refinanciar o Estado.

Um trabalhador de um fundo de pensões privado defende que “não há razão” para nacionalizar. “O Governo tem um problema de liquidez porque não geriu bem o dinheiro que tinha nos bons momentos e agora precisa de refinanciar a dívida do próximo ano”.

A Argentina tem que fazer face a uma dívida externa de 40 mil milhões de dólares nos próximos dois anos.

Os fundos que vão ser nacionalizados correspondem a contribuições de nove milhões e meio de trabalhadores, até agora administrados por empresas de capitais argentinos, europeus e norte-americanos.

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