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A justiça francesa colocou Rose Kubaye em liberdade condicional, um dia depois da assessora do presidente ruandês ter sido formalmente acusada de cumplicidade num assassínio político em 1994.
Kubaye tinha sido detida no dia 9, na Alemanha, e transferida ontem para França, sob um dos nove mandados de captura internacionais emitidos por Paris contra altos dignitários ruandeses.
A libertação provisória é vista como um gesto para acalmar a tensão diplomática entre França e Ruanda, que têm relações cortadas desde 2006.
Segundo fontes judiciais, Kubaye terá sido inocentada por uma testemunha, mas o processo originou uma vaga de protestos anti-franceses em Kigali.
A ministra da Informação ruandesa, afirmou que, “é o Ruanda que tem que acusar a França e não o contrário, a França colaborou com as pessoas que planificaram o genocídio neste país e há muita documentação que pode prová-lo”.
Kubaye é acusada de ter sido a autora do assassínio do antigo chefe de estado, Juvenal Habyarimana, cuja morte precipitou o genocídio de 800 mil tutsis e hutus moderados.
O presidente Paul Kagame afirmou-se pronto a defender a inocência da assessora em tribunal, considerada uma heroína nacional por ter combatido contra as tropas responsáveis pelo genocídio.
O processo judicial ocorre num momento em que o Ruanda é acusado de incitar a rebelião militar na vizinha República do Congo.
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