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O governo britânico quer endurecer as leis da prostituição no reino unido. Objectivo, proteger mulheres alvos de violência e enfraquecer o comércio do sexo. Por exemplo, o executivo prepara-se para adoptar medidas de punição de homens que paguem para ter sexo com mulheres controladas por proxenetas ou traficantes.
O acto será considerado um delito punido com uma multa de 1200 euros e dá direito a cadastro. Jacqui Smith, ministra do interior, explica: “No caso de mulheres terem sido exploradas, terem sido alvo de trafico, se pagar para ter sexo com uma mulher nessas circunstâncias, isso será considerado uma ofensa. Espero e acredito que os homens vão pensar duas vezes naquilo que estão a fazer. Vão reduzir a procura, que, evidentemente leva à oferta de mulheres traficadas e exploradas”.
Vários sectores opõem-se ao plano. Nikki Adams, do colectivo das prostitutas inglesas, diz porque são contra.
“Estas propostas de lei não vão proteger as mulheres da violência e da exploração. O que vai acontecer, é tornar mais perigoso para as mulheres trabalharem, pois obriga-as a estar na indústria do sexo clandestino. As mulheres vão ter mais dificuldades em contactar clientes. Os homens mais seguros e de confiança vão assustar-se. Logo, as mulheres vão sentir mais dificuldades em apresentar queixa por violação ou por outro tipo de violência”, diz.
De acordo com o plano do governo, quem tiver sexo sabendo que a mulher é alvo de tráfico humano ou outro tipo de violência pode ser acusado de violação. A prostituição é legal no Reino Unido mas com limitações.
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