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Foi um dos assaltos mais espectaculares na história marítima. O super petroleiro Sirius Star, três vezes maior do que um porta-aviões e com um carregamento de crude no valor de 100 milhões de dólares, um quarto da exportação diária da Arábia Saudita, foi capturado por piratas, ao largo do Quénia.

O paradeiro da embarcação de pavilhão liberiano ao serviço da empresa petrolífera Aramco e da tripulação é incerto. Suspeita-se que esteja a caminho da costa Norte da Somália. A zona de Eyl serve de abrigo a piratas bem armados que se encontram na posse de inúmeras embarcações, incluindo um cargueiro ucraniano com blindados russos.

A captura do navio gigante ocorre numa altura em que várias entidades internacionais – incluindo a União Europeia e a Nato – enviaram meios militares para fazer face actos criminosos naquela que é uma das zonas marítimas mais movimentadas do mundo.

De acordo com a Organização Marítima Internacional, esta ano ao largo da Somália, já foram capturadas 36 embarcações.

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tags: África, Petróleo, Somália