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A captura do super petroleiro com 300 mil toneladas de crude nos porões, avaliado em 200 milhões de euros, é um facto consumado. A comunidade internacional não irá intervir tão cedo para resgatar o navio e os 25 tripulantes de várias nacionalidades.
O petroleiro operava para a companhia saudita Aramco. O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita mostra-se indignado. “Este é um acto ultrajante cometido pelos piratas. Acho que apenas vai reforçar a determinação dos países do mar vermelho em combater a pirataria. A pirataria e contra todos. Como o terrorismo, trata-se de uma doença que tem de ser erradicada”, declarou o príncipe Saud al-Faisal.
O navio tinha partido da Arábia Saudita em direcção aos Estados Unidos. Foi tomado de assalto a 700 quilómetros a sudeste de Mombasa no Quénia e, de acordo com testemunhas, esteve atracado perto de Harardere, na Somália.
Apesar da presença naval de inúmeros países na zona, a pirataria permanece viva e impune. Um porta-voz da aliança atlântica explica. “Já por diversas vezes os navios da Nato intervieram. Nalgumas ocasiões, depois de terem sido alvejados, usaram a força para repelir ataques de piratas. Então, poderíamos ter feito alguma coisa, se lá estivéssemos estado? não era impossível. Não existe mandado para subir a bordo desses navios que já foram capturados”, referiu James Appathurai.
De acordo com a Organização Marítima Internacional, ao largo da Somália, 16 embarcações continuam arrestadas e 250 tripulantes em cativeiro. Esta terça-feira soube-se que um outro navio foi capturado, um cargueiro chinês.
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tags: Arábia Saudita, Petróleo, Somália
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