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Os dois adversários das presidenciais norte-americanas selaram ontem a reconciliação em Chicago.
Barack Obama e John McCainn reuniram-se para discutir temas como a crise económica e a luta contra o aquecimento global, defendendo em conjunto uma mudança no que consideraram ser os “maus hábitos de Washington”.
O presidente eleito afirmou ter convidado o ex-rival para, “trabalhar com ele na resolução dos problemas do país”, tendo agradecido o contributo de John McCainn.
O encontro cumpre a tradição de reconciliar os ex-adversários após as presidenciais, mas muitos analistas especulam que McCainn poderá vir a integrar a nova administração.
Obama evocara já a possibilidade de convidar um membro do partido republicano, depois de deixar em aberto a hipótese de entregar à ex-rival democrata Hillary Clinton a pasta da diplomacia do país.
Um cargo chave na política de mudança defendida por Obama.
A três meses de tomar posse, o presidente eleito confirmou ontem, na sua primeira entrevista, as intenções de encerrar o campo de prisioneiros de Guantanamo, em Cuba, e de acelerar a retirada norte-americana no Iraque, para antes da data prevista de 2011.
Uma decisão irrealista para os altos responsáveis do exército, que sublinharam ontem que é impossível retirar todos os militares “em menos de dois anos”.
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tags: EUA, Guerra do Iraque
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