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A cimeira do G20, realizada a pedido da presidência da União Europeia (UE), acaba por ser para os europeus a possibilidade de se imporem como motor de iniciativas. A Europa foi a primeira a agir face à crise e José Manuel Durão Barroso procura tirar proveito desse protagonismo.
No final do jantar na Casa Branca, o presidente da Comissão Europeia defendeu uma maior representação da União, como instituição, nos organismos internacionais.
Mas uma representação única não é vista com bons olhos por todos, tendo em conta os constantes desacordos entre os Vinte e Sete. Uma posição comum é quase sempre alvo de negociações difíceis e a resposta à crise não foi uma excepção.
Karel Lanoo, analista do Centro de Estudos europeus, afirma: “A Europa não devia ter ido à cimeira do G20 sem antes ter posto a casa em ordem. Acho que muitas das economias emergentes participantes na cimeira vão virar-se para a Europa e para os Estados Unidos e dizer: ‘olhem ponham a casa em ordem antes de assinarmos qualquer coisa’”.
Apesar de tudo, a reunião deste sábado em Washington é para os europeus a oportunidade de colocar os americanos face às suas responsabilidades perante a crise, iniciada há 17 meses nos Estados Unidos.
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