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Decisão inédita em Itália. O supremo tribunal autorizou o corte da alimentação assitida a Eluana Englaro.

O veredicto põe fim a mais de uma década de luta da família da mulher de 37 anos, que um acidente de viação pôs em coma irreversível desde 1992.

A batalha legal começou no mesmo ano em que Eluana foi internada num hospital do norte do país em estado vegetativo.

Numa nação fortemente influenciada pelo Vaticano, Esta é a primeira vez que a justiça italiana permite que se deixe um cidadão morrer.

Stefano Rodota, professor de direito civil da universidade de Roma afirma que “os juízes não pronunciaram uma sentença de morte, não introduziram a eutanásia. Eles cederam apenas à interrupção dos cuidados. Os magistrados fizeram o seu trabalho”, concluiu.

O Supremo confirmou a decisão da Audiência Milanesa e a jovem, segundo a vontade do pai e actual tutor, vai ser transferida para uma clínica onde vai passar os últimos dias de vida.

O caso Eluana vem relançar o debate sobre a eutanásia na Europa, onde até agora apenas três Estados membros, O luxemburgo, a Bélgica e Países Baixos, legalizaram o chamado suicídio assistido.

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