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Milhares de trabalhadores dos Caminhos de Ferro, vindos de uma quinzena de países da União Europeia, juntaram-se em Paris para protestar contra a liberalização do sector.
Para muitos, a privatização vai destruir as redes nacionais.
Este manifestante inglês diz que “protestam contra a ruptura das redes ferroviárias por toda a Europa. Os investidores privados vêm à procura do lucro e destroiem as redes no processo”.
De facto, um dos argumentos dos detractores da liberalização é que os privados vão interessar-se apenas pelas grandes linhas rentáveis, esquecendo as pequenas ligações regionais.
Para o secretário-geral da CGT francesa, “se todos os sindicatos europeus do sector ferroviário estão em Paris a pedir o mesmo, é porque é precisa uma acção urgente da parte do Presidente [em exercício] da União Europeia, [Nicolas Sarkozy], que há poucas semanas dizia que algumas actividades de mercado não faziam sentido”.
Os trabalhadores ferroviários teme também que a liberalização do sector crie um “dumping social”, com uma redução dos salários e do número de efectivos e um aumento das horas de trabalho.
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