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O Supremo Tribunal italiano levantou o último obstáculo legal à eutanásia de Eluana Englaro, no centro de uma longa batalha jurídica que se arrastou durante mais de uma década e dividiu a opinião pública.

A alta instância judicial autorizou o fim da alimentação artificial da italiana de 38 anos, em coma desde 1992, tal como o pai reclamava há mais de 10 anos nos tribunais.

Com esta decisão, O Supremo Tribunal permite pela primeira vez em Itália facilitar a morte de uma pessoa num coma irreversível.

O caso de Eluana provocou uma forte polémica no país, com a Igreja Católica a usar o exemplo como um símbolo da luta contra a eutanásia.

Para o pai de Eluana, falta ultrapassar uma última barreira. Se, legalmente, a filha já pode ser desligada das máquinas que a mantêm viva, terá ainda de encontrar um hospital que aceite o processo. Até agora, todas as instituições hospitalares públicas têm recusado.

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