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Estreitar laços políticos e económicos com a Líbia é o objectivo da União Europeia. Esta quinta-feira, Bruxelas abriu negociações nesse sentido com Trípoli, que é também fornecedora de energia da União.
Congeladas, durante anos, as relações entre a União e a Líbia aqueceram, em Junho, após a libertação do médico e das enfermeiras búlgaras, acusados de infectarem crianças com o vírus da sida.
A Líbia é o único país da margem Sul do Mediterrâneo com o qual a Europa não tem relações contratuais, lembrou a comissária para a Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.
Assim, a União prevê uma lata parceria, que vá do comércio ao ambiente, passando pela imigração ilegal.
A Europa avisa, contudo, que tal acordo assenta sobre princípios, como o respeito das direitos do Homem e da democracia, a não proliferação de armas de destruição em massa e o respeito das regras da economia de mercado.
Mas, sobretudo, a União Europeia quer reforçar os laços energéticos com Trípoli. A maioria do petróleo líbio já é exportada para a Europa. Mas as petrolíferas europeias esperam poder aumentar os investimentos no país.
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