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A fábrica da Nissan perto de Barcelona, em Espanha, foi palco de cenas de fúria, esta terça-feira.
O que começou como uma manifestação acabou com um ataque à sede. Os trabalhadores da fábrica espanhola da Nissan protestaram assim contra o projecto de eliminar mais de 1600 empregos nesta unidade, uma medida da construtora japonesa para responder à queda na procura.
A fábrica vai também fechar por uma semana, para baixar a produção. Também esta terça-feira, a Nissan anunciou novas medidas para fazer face à crise, com a redução, em 65 mil carros, da produção nas fábricas japonesas. A Nissan é detida, em 44%, pela francesa Renault.
Outra construtora a ressentir-se da crise é a sueca Volvo, que anunciou o corte de 900 postos de trabalho na filial Powertrain, que fabrica motores e outros equipamentos para as máquinas de construção e para os veículos pesados da Volvo.
Estes cortes seguem-se aos 1400 anunciados há dois meses na empresa-mãe. O sector automóvel tem sido um dos mais penalizados pela recente crise financeira. Isto porque o clima negativo fez baixar a procura e várias construtoras viram-se obrigadas a baixar os níveis de produção.
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tags: Economia
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