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A União Europeia equaciona esta sexta-feira o envio de uma missão ao Leste da República Democrática do Congo (RDC), onde a situação é tudo menos estável.
As tropas das Nações Unidas são a única força organizada ainda presente em Goma, capital da província do Norte-Kivu. As forças governamentais fugiram da cidade face ao avanço dos rebeldes liderados pelo general tutsi Laurent Nkunda.
Depois de declarar um cessar-fogo unilateral, a rebelião ofereceu-se para garantir a segurança das deslocações de civis devido aos combates.
Várias organizações humanitárias classificam a situação em Goma como “catastrófica”.
França quer convencer hoje em Bruxelas os parceiros europeus mais relutantes, como o Reino Unido, a enviar uma força militar de vocação humanitária. O chefe da diplomacia francesa sublinha que “não é uma questão militar”, mas sim “um massacre e uma barbárie absoluta contra civis”. Os militares da ONU “não são capazes de parar o ciclo de violência, que deve ser parado com entendimentos políticos”.
Nkunda disse à Associated Press que está disposto a negociações directas com o presidente Joseph Kabila, que recebeu ontem em Kinshasa o comissário europeu para o Desenvolvimento. Louis Michel afirmou “não acreditar na opção militar”.
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