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George W. Bush é uma espécie de herói para muitos georgianos, que se sentem protegidos pela actual administração norte-americana, apesar do desfecho menos favorável para o país no conflito com a Rússia.
Com o cessar-fogo mediado por Nicolas Sarkozy, à frente da presidência da União Europeia, Estados Unidos e Europa estão a reformar as suas relações, com o Cáucaso no centro da questão.
Um relacionamento que só pode melhorar, defende o subsecretário de estado norte-americano para os Assuntos Euroasiáticos, de visita à Geórgia.
“Sem o empenho, energia e determinação do presidente Sarkozy, estariamos bem pior do que estamos agora. Por isso, não se trata das diferentes perspectivas dos Estados Unidos e da Europa, já que partilhamos os mesmos objectivos. Nesta área, temos trabalhado juntos e acredito que vamos continuar a faze-lo no futuro”, declara Daniel Fried.
A região do Cáucaso e a Geórgia representam uma área estratégica de abastecimento de energia para a União Europeia, rota privilegiada para um gasoduto independente de Moscovo.
Mesmo assim, os 27 continuam a apostar na energia vinda da Rússia, enquanto os Estados Unidos defendem a exclusão deste abastecimento para alguns aliados europeus.
“Esta situação pode ser o mote para um novo conceito de relações transatlânticas e acredito que este novo conceito é necessário para criar um novo mundo e um novo relacionamento”, defende o analista político georgiano Ramaz Sakvarelidze.
Mesmo se a União Europeia mais os 27 contribuem com a maior fatia dos 3 mil milhões de euros de ajuda internacional para a reconstrução da Geórgia, estes donativos nem sempre são vistos como um todo, como explica Gisla Dewey, a representante de uma ONG no terreno:
“Os apoios americanos são superiores aos da União Europeia. Isso significa que os europeus continuam a depender dos recursos energéticos russos, enquanto os americanos se retiram desta situação.”
Os 27 enviaram uma missão para o terreno para monitorizar o processo de cessar-fogo. O envolvimento dos europeus é o resultado do esforço diplomático dentro da propria União. Os 27 dividiram-se, entre aqueles que não queriam que as suas relações com a Rússia fossem afectadas e os que defendiam sanções mais rígidas para o Kremlin.
“Isto não afecta a missão, temos muito apoio dos Estados Unidos, tanto da embaixada como de Washington. Acredito que há bastante união entre Europa e América, no que respeita aos objectivos desta missão”, defende o líder da missão europeia, Hansjorg Haber.
Uma união que no Cáucaso é um grande desafio para as relações transatlânticas.
Depois das tensões em relação ao Iraque e à guerra contra o terrorismo, americanos e europeus querem evitar disputas inúteis. Encontrar uma situação estável para todas as partes será a dura tarefa da futura administração norte-americana.
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