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Após uma vida de acção a favor dos pobres, foi tranquilamente que irmã Emmanuelle se despediu da vida. A defensora dos desfavorecidos faleceu na madrugada passada, no lar de Caillan, no Sul de França. A 16 de Novembro completava cem anos.
O funeral terá lugar quarta-feira na intimidade da congregação.
Irmã Emmanuelle, ou Madeleine Cinquin, nasceu na Bélgica no seio de uma família franco-belga. O pai era judeu. A mãe cristã.
A vida religiosa começou aos 20 anos com a entrada na Congregação de Nossa Senhora de Sion, apesar da oposição materna. Seguiram-se anos de ensino na Turquia, Tunísia e Egipto, antes de se dedicar a acções a favor dos pobres. A princípio nos nos bairros de lata do Cairo. No final em todo o Mundo, através da fundação que criou.
Segundo o Vaticano, a sua acção era comparável à de madre Teresa de Calcutá, mas o reconhecimento chega também de outras religiões e do Estado francês, que, em 2002, lhe atribuiu a medalha da Legião de Honra.
Para a posteridade fica ainda o seu entusiasmo e frontalidade, à semelhança do falecido Abade Pierre com o qual partilhava o título de figura mais popular entre os franceses.
Sem medo de microfones e das câmaras de televisão, irmã Emmanuelle defendia a contracepção e o fim do celibato dos padres, falava sem dificuldades das crises de fé e chegou a pedir ao Vaticano que vendesse todas as riquezas.
Quando lhe pediam que definisse vida e morte, respondia: “Viver é agir” e “a morte é a hora do reencontro para os que souberam amar”.
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