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Ministros do Ambiente dos 27 reunidos no Luxemburgo, à procura de acordo difícil, para um programa de luta contra as alterações climáticas.
A ministra italiana foi a primeira a manifestar discordância.
Stefania Prestigiacomo considerou que a proposta apresentada não pode merecer o acordo de Itália. Precisa de ser muito mexida.
Um encontro difícil, por causa das inevitáveis restrições à produção industrial, num momento de recessão económica.
Outros estados desconfiam da proposta, o que irritou a presidência francesa:
“Claramente, o desejo de todos, todos, é fechar o acordo sob reserva, tendo em conta as especificidades particulares, as grandes dificuldades de alguns Estados, em certos dossiers. Mas não nos foi dito, não fomos mandatados, para suspender o pacote”, disse o ministro francês da Ecologia, Jean-Louis Borloo
Consenso ainda distante, com muitos estados a temerem restrições nas emissões de CO2, num momento de grave crise económica.
Isto pode comprometer o objectivo de reduzir as emissões de CO2, em 20 por cento, até 2020.
Yvo De Boer, responsável das Nações Unidas para a
luta contra as alterações climáticas teme que a Europa, com tanta divisão, acabe por não dar o exemplo, que se esperava.
Os contrutores de automóveis são os que mais temem a proposta francesa. Dizem que só com um ajuda de 40 mil milhões de euros podem baixar a produção e reduzir os efeitos poluentes dos carros.
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