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O governo Berlusconi quebra o consenso europeu, sobre o chamado pacote climático e energético. Roma considera uma “loucura” os custos das metas a implementar até 2020, que calculou ontem em 181 mil milhões de euros.
O comissário europeu do ambiente, Stavros Dimas, declarou-se ontem “espantado” com os números italianos, falando de um custo de apenas 9 mil milhões de euros.
A ministra do ambiente italiana afirma que, “quer saber como é que Bruxelas calculou os custos das medidas. Parece-nos estranho que um comissário europeu que nos deveria representar possa agora atacar-nos sobre este tema”.
O governo tentou hoje acalmar a tensão ao rever para 10 mil milhões de euros as despesas totais.
Os objectivos de reduzir em 20% as emissões de gases com efeito de estufa e de aumentar em 20% o investimento em energias renováveis, até 2020, tinha sido mantido durante o Conselho Europeu desta semana.
O líder da oposição democrata, Valter Veltroni criticou a posição de Roma, que segundo ele, se arrisca a isolar a Itália ao nível europeu.
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