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O UBS e o Crédit Suisse, dois gigantes da banca suíça, estão a sentir o reflexo da crise e vão recorrer a aumentos de capital. O Estado suíço vai entrar no capital do UBS, maior banco do país, com uma injecção de quatro mil milhões de euros.
Com este negócio, o banco livra-se também de uma carteira de cerca de 45 mil milhões de euros em investimentos de risco, que passa para um fundo especial criado pelo Banco Nacional da Suíça.
“Ao levar a cabo esta operação, que é muito importante, tomamos riscos, que foram objecto de uma análise. É uma carteira que não pode ser vendida, é esse o problema do UBS. Esta carteira não pode ser vendida no mercado. A contrapartida é a nossa participação. Há bons e menos bons activos nesta carteira, mas a nossa análise mostra-nos que é uma operação que conseguimos suportar”, explica Jean-Pierre Roth, presidente do BNS.
Apesar da crise, o UBS fez lucro no terceiro trimestre deste ano. O banco admite, no entanto, que continuam os levantamentos de contas por parte dos clientes.
Já o Crédit Suisse vai fazer um aumento de capital, mas sem a participação do Estado. O banco vai angariar 10 mil milhões de francos suíços, ou 6,5 mil milhões de euros, recorrendo a investidores externos, nomeadamente o governo do Qatar, depois de um prejuízo de 800 milhões de euros no último trimestre.
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