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O projecto do executivo alemão para fazer face à crise financeira enfrenta já dificuldades.
São vários os Estados regionais a criticar o plano de resgate equacionado por Berlim, o que terá obrigado a um atraso no debate parlamentar.
Numa reunião com o patronato da indústria germânica, a chanceler Angela Merkel defendeu que
“os créditos são a fonte para os investimentos, o crescimento económico e o emprego e, por isso, não há alternativa ao plano de resgate”.
Segundo as linhas gerais estabelecidas por Berlim, os Estados federais devem entrar com 35 por cento dos quase 500 mil milhões de euros previstos para o salvamento da banca.
O ministro da Agricultura e futuro chefe do Governo regional da Baviera é um dos principais opositores.
Horst Seehofer diz que se tiverem de recolher essa quantidade de dinheiro para o conjunto de medidas previstas, vão “perder durante bastante tempo toda a margem de manobra financeira”.
Mas esta não é a única má notícia para o executivo alemão. O Centro para a Investigação Económica Europeia diz que a confiança dos investidores germânicos voltou a baixar em Outubro e os principais institutos económicos do país afirmam que a “Alemanha está à beira da recessão”.
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