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Apaziguada a crise, pelo menos no imediato, a Europa vira-se agora para as medidas para a minimizar e para impedir outras.
Alguns dos dados revelados esta manhã mostram que é ainda prematuro respirar de alívio. O Reino Unido reconhece um aumento da taxa de inflação e a Alemanha reviu em baixa a taxa de crescimento para 2009, para apenas 0,2 por cento.
E numa altura em que cada Estado membro procura salvar o seu sector financeiro, a presidência da União tentará prolongar o ambiente de aliança para procurar dotar a Europa de um dispositivo anti-crise. A criação de um “dispositivo de crise”, que inclua a presidência da União, a Comissão Europeia, o Eurogrupo e o Banco Central Europeu, estará no centro da cimeira europeia, que tem lugar esta quarta e quinta-feira.
Karel Lannoo, analista do Centro de estudos e perspectiva estratégica de Bruxelas, defende que os líderes europeus deverão decidir se e como implementar uma autoridade europeia de vigilância e só quando houver regras comuns para vigiar os bancos pode criar-se um fundo.
Até agora, os vários Estados membros não conseguiram entender-se sobre a criação de um fundo comum ou mesmo sobre a harmonização das políticas económicas. Face à crise, as iniciativas acabaram por ser individuais, mesmo se o montante conjunto ascende a um bilião e setecentos mil milhões de euros.
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