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Reacções divergentes em Itália à decisão do presidente francês de não extraditar Marina Petrella. Nicolas Sarkozy decidiu pôr fim ao processo de extradição da antiga membro das Brigadas Vermelhas por razões humanitárias. Petrella encontra-se hospitalizada há vários meses, em Paris.
Descontente, uma associação italiana de vítimas do terrorismo convocou para o próximo fim-de-semana, um protesto face ao Eliseu.
O presidente francês foi sensibilizado para o caso pela família da primeira-dama. Carla Bruni e a irmã visitaram várias vezes Petrella no hospital e Valeria Bruni-Tedeschi reconhece ter discutido o assunto com o presidente, apesar de a sua família ter fugido de Itália devido às acções das Brigadas Vermelhas.
Em Roma, as reacções são mistas. Paolo Cento, membro do Partido Os Verdes, fala de “um gesto civilizado do presidente Sarkozy, tendo em conta o grave estado de saúde de Marina Petrella”. E acrescenta: “As famílias das vítimas do terrorismo devem ficar do lado do Estado de direito e não do lado da vingança. Precisamos todos de enterrar definitivamente os anos negros”.
Outros como Olga d’Antona, membro do Partido Democrático e viúva de um jurista assassinado pelas Brigadas Vermelhas em 1999, defendem que a “decisão de Sarkozy desrespeita o governo italiano e as convenções internacionais” e que a “França continua a ser terra de refúgio para muitos terroristas italianos”.
Marina Petrella, agora com 54 anos, foi detida em 2007 a pedido da justiça italiana que, em 1997, a condenou à revelia a prisão perpétua pela morte de um polícia, mas também por rapto, tentativa de rapto e assalto à mão armada. Petrella vive em França desde os anos oitenta.
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