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A Lituânia quer manter aberta a central nuclear de Ignalina. Os principais partidos estão de acordo sobre a abertura de negociações com Bruxelas para manter a central em funcionamento, apesar do país se ter comprometido a fechá-la antes do final de 2009, por questões de segurança.
Mais de 91% dos lituanos é a favor da manutenção em funcionamento da central, mas o referendo, realizado no domingo, não é vinculativo. A taxa de participação foi inferior a 50 por cento. Em tempos de crise, a Lituânia teme uma maior dependência energética face à Rússia, no entanto, segundo diplomatas europeus, é pouco provável que Bruxelas ceda.
A Lituânia realizou também eleições legislativas. Os conservadores venceram a primeira volta, mas os populistas do antigo presidente Rolandas Paksas podem ter um papel determinante na formação de uma aliança. Os sociais-democratas no poder foram fortemente penalizados e acabam em quarto lugar. A segunda volta tem lugar dentro de duas semanas.
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