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Os lituanos votam hoje em legislativas dominadas pelas preocupações face aos efeitos da crise financeira numa pequena economia onde a inflação atinge os dois dígitos.
Mas é talvez o referendo paralelo sobre a eventual prolongação de uma central nuclear da Era Soviética que centra as atenções dos parceiros na União Europeia.
Os social-democratas do primeiro-ministro Gediminas Kirkilas não deverão sair em vantagem do escrutínio mas, segundo os analistas, o pragmatismo do partido poderá permitir-lhes a liderança de uma nova coligação.
De acordo com as sondagens, nenhuma formação deverá conseguir a maioria absoluta.
O principal partido da oposição, os cristão-democratas liderados pelo antigo chefe do Governo Andrius Kubilius, é dado como o favorito, mas a falta de capacidade de conciliação com as outras formações pode afastá-lo do poder.
A central de Ignalina deverá ser fonte de discórdia entre o próximo executivo de Vilnius e Bruxelas.
Segundo as sondagens, a maioria da população apoia a extensão do funcionamento das instalações para além do fim de 2009, prazo estabelecido pela União Europeia para o fecho da central, que usa o mesmo tipo de reactores que Chernobyl.
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