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A luta contra as alterações climáticas passou para segundo plano. A União Europeia reviu, em baixa, os seus planos de combate ao aquecimento global. Com a actual crise financeira e o abrandamento da economia, vários são os dirigentes europeus que recusam correr o risco de fragilizar as suas indústrias.
A União quer reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, em 20%, em 2020, face aos valores de 1990. Para isso, Bruxelas pretende obrigar as empresas mais poluidoras a pagar por cada tonelada de CO2 emitida. A presidência francesa União está consciente do desafio que enfrenta. “Podemos falar de paradoxo, porque a crise está muito presente nos nossos espíritos e, ao mesmo tempo, procuramos uma resposta estrutural de longo prazo para estas e outras crises”, explica Jean-Louis Borloo, ministro francês da Ecologia e Energia.
Para convencer os mais renitentes, como a Alemanha ou a Polónia, a França deverá propor um compromisso, na cimeira europeia da próxima semana: 100% das quotas de emissão gratuitas para uma lista restrita de empresas seleccionadas.
O objectivo é garantir a competitividade da indústria europeia, sem contudo pôr em causa os objectivos da luta contra as alterações climáticas: incluindo o aumento da utilização das energias renováveis.
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