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A Volvo é a mais recente vítima da crise mundial, que está a atingir por ricochete a indústria automóvel. A construtora sueca, filial da norte-americana Ford, anunciou a supressão de 3000 postos de trabalho, para combater a descida na procura.
O presidente da Volvo, Stephen Odell, explica o que está por detrás da situação: “Os concessionários estão a ter dificuldade em encontrar financiamento e forneceores que lhes vendam produtos a preços lucrativos e as pessoas, mesmo aquelas que têm bons empregos, estão com dificuldade em comprar carros, nesta altura”.
Esta decisão da Volvo é mais um reflexo do impacto que a crise está a ter nos construtores automóveis. Isto depois da Opel ter anunciado a paragem da produção em duas fábricas.
Também a BMW está a sofrer os efeitos da menor procura de automóveis. A construtora alemã vendeu, em Setembro, menos 14% de carros que no mesmo mês do ano passado. Um operário diz que “todos podem constatar que a economia vai mal e é preferível parar a produção por uma semana que despedir pessoas”.
A quebra nas vendas da BMW é mais visível nos Estados Unidos, onde foi de quase 30%. Isso fez com que o grupo reduzisse a produção e desviasse para o mercado chinês alguns lotes destinados à América do Norte.
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