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Centenas de pessoas prestaram homenagem à jornalista russa Anna Politkovskaya neste segundo aniversário do assassínio. Garry Kasparov e o ex-primeiro-ministro Mikhail Kasianov, além de jornalistas da revista “Novaya Gazeta”, onde Politkovskaya trabalhou de 1999, até 2006, data da sua morte.
A justiça russa decidiu fazer transitar o processo num tribunal militar a partir do dia 15 de Outubro, o que ainda está longe de satisfazer amigos e familiares da jornalista. É que nem o alegado autor dos disparos nem quem encomendou o assassínio se vão sentar no banco dos réus.
O delegado do procurador-geral russo defende a posição oficial, alegando que tudo foi accionado para fazer luz sobre este caso. “Foi aberta uma investigação separada para Roustam Makhmoudov, autor da morte, assim como para outras pessoas. Há um mandado internacional para a captura de Makhmoudov e o inquérito vai continuar até que os culpados sejam encontrados e condenados”.
Vão sentar-se no banco dos réus dois dos seus irmãos, tchetchenos, como supostos cúmplices, um coronel do serviço secreto russo, acusado de fornecer a morada da jornalista, e um polícia.
A morte de Politkovskaya ocorreu quando fazia uma reportagem sobre torturas sistemáticas na Tchetchénia, texto publicado cinco dias após sua morte. As imagens da câmara de vigilância mostraram que Politkovskaya se cruzou com seu assassino dias antes de morrer. O grupo de assassinos ensaiou várias vezes o atentado à porta da casa da repórter.
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