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A Bélgica está parada devido a uma greve geral de 24 horas convocada pelos principais sindicatos. Os trabalhadores reclamam contra a descida do poder de compra. Em Bruxelas, as duas principais estações de comboios permaneceram fechadas. As ligações internacionais foram suspensas. Um cidadão belga afirmou que “as greves afectam sempre pessoas que não têm a culpa mas são a única arma dos trabalhadores”.
A rede de metro e de autocarros só funcionou parcialmente. As habituais filas de trânsito matinais tornaram-se ainda mais compridas. Um homem discorda do protesto. Diz que não conseguiu ir trabalhar e defende que é preciso negociar primeiro para clarificar a situação e só depois partir para a greve.
Apesar do pedido do governo e do apelo de várias personalidade políticas para que a greve fosse evitada, tendo em conta o actual contexto de crise financeira as organizações sindicais não recuaram.
Os trabalhadores do sector financeiro pedem segurança no trabalho. Uma dirigente sindical da FGTB, Miranda Ulens, considerou que “as empresas atravessam dificuldades e que toda a economia belga vai ter problemas e que isso os trabalhadores têm de mobilizar-se para mostrar que estão preocupados”.
Os sindicatos acusam o governo de ser incapaz de responder à subida dos preços. A inflação na Bélgica bateu um recorde de 24 anos ao registar uma subida de quase 6% em Julho.
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