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A mão do estado procura a evitar o contágio da crise financeira na Europa.
Várias instituições bancárias foram salvas nos últimos dias. É o caso do banco Dexia. Para evitar o pior os governos da França e Bélgica anunciaram uma injecção de capital superior a seis mil milhões de euros.
As acções do grupo perderam num único dia cerca de 30 por cento no mercado bolsista, depois dos países do Benelux terem anunciado a nacionalização parcial do Fortis.
O líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, defende um mecanismo de resposta diferente do norte-americano para resolver o problema, assente numa aproximação sistemática ao nível da Zona Euro e da União Europeia.
A pensar nos efeitos da crise financeira, o presidente em exercício da União Europeia reúne-se, hoje, em Paris com o primeiro-ministro da Holanda e o homólogo irlandês, numa altura em que Dublim acaba de anunciar um conjunto de medidas para travar a crise.
O presidente do Banco Central Europeu mostra-se satisfeito com a capacidade de reacção dos governos e diz que “não há razões para imitar os Estados Unidos.” Jean Claud Trichet considera que a Europa “tem os dispositivos necessários para fazer face à uma crise, criada pelos Estados Unidos,” mas à qual, adianta, é necessário dar resposta.
Em Itália, o UniCredit é o primeiro banco a sofrer os efeitos da crise. As acções de um dos maiores bancos transalpinos perderam, ontem, cerca de 13%. Na origem da queda estão informações sobre a alegada falta de liquidez da instituição bancária.
O cenário repete-se na Islândia onde o governo foi obrigado a intervir para salvar o Glintnir. O executivo comprou 75% do terceiro maior banco do país por 600 milhões de euros.
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