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A participação eleitoral ultrapassou os 50% necessários para validar as legislativas na Bielorrússia. À procura de normalizar as relações com o Ocidente, o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, autorizou os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa a assistirem à abertura das urnas e à contagem de votos. “Deve haver Oposição, um ponto de vista alternativo e a Oposição desempenha um papel importante na sociedade. Mas não me refiro a uma oposição totalmente alimentada e financiada pelo exterior, 100 por cento pelo Exterior”, afirmou Lukashenko.
A Oposição já disse que o acto eleitoral não foi democrático. Alexander Kozulin, preso político recentemente libertado, disse que será uma traição se a Europa reconhecer estas legislativas. “Se o Ocidente der um passo em direcção ao regime político bielorrusso, então este regime terá de efectuar os movimentos necessários para avançar: não declarações, mas acções concretas e mudanças reais”, realçou o elemento da Oposição, que teme que tenham existido fraudes na votação antecipada, em que participaram 26 por cento dos eleitores.
A União Europeia prometeu levantar as sanções que impedem 40 responsáveis bielorrussos de entrar no espaço comunitário, caso sejam constatados progressos democráticos no acto eleitoral.
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