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Após uma semana louca em Wall Street, a administração Bush foi confrontado com o dilema de deixar o mercado agir e correr o risco de o sistema colapsar ou despender grandes somas de dinheiro para salvá-lo. A conclusão a que se chegou é que é preciso actuar urgentemente e em grande escala para travar a repetição das crises financeiras.
O plano foi apresentado pelo Secretário do Tesouro Americano, Henry Paulson que afirmou que Para restaurar a confiança nos mercados e nas instituições financeiras norte americanas é preciso um programa para suprimir os activos ilíquidos que pesam nas instituições financeiras e ameaçam a economia dos Estados Unidos.
Em resposta o Tesouro pede fundos no valor de 700 mil milhões de dólares para comprar os activos vinculados ao crédito imobiliário residencial e comercial concedido antes de 17 de Setembro de 2008, a todo o tipo de instituições financeiras que tenham actividades importantes nos Estados Unidos, durante um período de dois anos a partir da entrada em vigor da lei.
Nenhuma instância judicial ou administrativa poderá controlar as decisões do secretário do tesouro, que é livre de escolher os activos adquiridos. O Secretário do Tesouro prestará contas apenas ao Congresso, no primeiro trimestre após a entrada em vigor da lei e depois duas vezes por ano. Não se especifica o tempo durante o qual o Tesouro deterá estes fundos nem a forma de valorizá-los.
Os democratas não estão satisfeitos e afirmam que faltam medidas de ajuda aos proprietários que estão com dificuldades em pagar as suas hipotecas. Hillary Clinton propõe que se ponha em prática um plano de 1933 e que foi utilizado durante a Grande Depressão. Afirmando que o “original home owners loan” salvou um milhão de proprietários e que no final o Tesouro também saiu beneficiado. Hillary Clinton acredita que com o número de proprietários que existem actualmente nos Estados Unidos seria possível salvar três vezes mais e estabilizar o mercado imobiliário.
A grande incerteza é relativa à solvência do Tesouro. Este ano é de esperar um défice orçamental de 407 mil milhões de dólares. O plano Paulson prevê aumentar o limite da dívida pública de 700 mil milhões de dólares para mais de 11 biliões.
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