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A crise financeira mundial anuncia-se como uma lufada de ar fresco para o primeiro-ministro britânico, abalado por uma profunda crise de confiança nas fileiras do seu partido.
Gordon Brown vai encerrar hoje o congresso do partido trabalhista com um discurso marcado por um pacote de propostas de reformas sociais e económicas, à medida das críticas dos sectores mais à esquerda na formação, em especial dos sindicatos.
Melhorar o estado providência, combater a info-exclusão e conduzir o Reino Unido através da crise financeira vão ser os argumentos de peso do antigo responsável das Finanças britânicas.
O actual ministro dos negócios estrangeiros David Milliband deu ontem o tom para o apelo à unidade, ao saudar o legado de Brown durante 11 anos no poder, frente aos militantes do partido.
Elogio fúnebre ou declaração de apoio incondicional, os analistas mantém-se reticentes quanto às intenções de Milliband, dado como possível candidato à liderança do partido.
Brown, que sucedeu há 12 meses a Tony Blair é alvo de pressões crescentes dentro do partido para que se demita, face à popularidade crescente dos conservadores nas sondagens.
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