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É o fim do modelo de banco de investimento que dominou Wall Street nos últimos 20 anos. Os gigantes Goldman Sachs e Morgan Stanley decidiram alterar os seus estatutos para poderem beneficiar dos plano proposto pela Reserva Federal norte-americana.
As duas instituições passam a assim a ter o estatuto de “holdings”, que é a designação comum dos bancos comerciais regulados pela FED.
Para a analista Paola Subacchi “está-se a assistir provavelmente a um momento histórico na medida em que está a haver uma total restruturação do sistema bancário e financeiro, que resulta da crise.”
De facto o momento não podia ser mais histórico e até mesmo dramático. A secretaria do Tesouro norte-americana anunciou um plano avaliado em 500 mil milhões de euros para tentar pôr termo à crise. Uma crise estimada em 1,3 biliões de euros e que deverá custar qualquer coisa como 85 mil empregos.
Em situação extremamente delicada e, por conseguinte, sem margem de manobra, Morgan Stanley e Goldman Sachs vão com estas alterações estatutárias poder aceder aos empréstimos concedidos pela FED, naquela que é a primeira intervenção do banco central norte-americano desde a crise de 1929.
Se por um lado as duas instituições ganham mais flexibilidade para se adaptarem às mudanças no sector bancário, por outro estão sujeitas a um controlo e a regras de transparência mais rigorosos.
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