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Ehud Olmert anuncia este domingo o abandono do cargo de chefe de governo perante o Conselho de Ministros.
É a demissão oficial do delfim de Ariel Sharon, ainda em coma, depois que Tzipi Livni alcançou a liderança do Kadima.
De acordo com a legislação israelita, o primeiro-ministro deverá apresentar a carta de demissão ao presidente Shimon Peres ainda durante o dia.
Olmert sai do executivo de cabeça baixa. A quebra de popularidade começou com o fim da guerra no Líbano, quando foram identificados os erros cometidos durante a operação.
Com a falta de capacidade militar para enfrentar o exército libanês assumida, o cerco contra o primeiro-ministro aumentou, os escândalos de corrupção rebentaram e Olmert deixou de ter condições para continuar à frente do executivo.
No final do mandato, destaque para as conversações de paz com o presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas, apoiadas pelos Estados Unidos.
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Cabe agora a Tzipi Livni tentar formar governo. A chefe da diplomacia do executivo de Olmert quer tornar-se na primeira mulher israelita a governar o país, depois de Golda Meier nos anos 70.
Caso não consiga formar governo no próximo mês, serão marcadas eleições antecipadas. Se assim for, o sufrágio poderá realizar-se dentro de três meses.
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