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O governo italiano dá o tudo por tudo para evitar a falência da Alitalia, depois dos sindicatos terem chumbado o plano de recuperação da companhia aérea.
O consórcio empresarial que se mostrou disposto a avançar com mil milhões de euros para comprar a companhia aérea italiana abandonou as negociações.
O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, que fez da Alitália uma bandeira de campanha, garante não ter desistido da transportadora, que acumula mais de mil milhões de euros em dívidas.
A situação que já era difícil e complicou-se com a saída de cena do consórcio italiano.
Dificuldades que vários passageiros acreditam ser possível ultrapassar:
“O nosso voo não foi cancelado e espero pelo melhor. A Alitália faz parte da cultura italiana e é uma companhia que tem de sobreviver e seguir em frente.”
Opinião diferente tem outro passageiro:
“A situação é má. Acredito que poderiam ter resolvido a questão com a Air-France e isto vem, na minha opinião, comprovar a ineficiência do governo.”
Em Dezembro, o conselho de administração da Alitalia elegeu o grupo franco-holandês Air France-KLM como candidato preferencial para a aquisição da companhia italiana.
Uma posição que não convenceu o Governo, ainda que o número de trabalhadores a perder o emprego fosse inferior, quando comparado com a última proposta.
Em caso de falência, a Alitalia seria a primeira das maiores companhias aéreas a falir desde 2001.
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