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A Renault vai suprimir 5000 postos de trabalho na Europa, dos quais 4000 em França.
A notícia foi confirmada esta terça-feira, depois da reunião entre a administração e os sindicatos. A resposta não se fez esperar: os trabalhadores franceses da Renault vão fazer greve esta quinta-feira.
Diz um sindicalista: “O que administração quer é fazer o máximo de lucro com o mínimo de carros, ao passo que poderíamos fazer o contrário, ou seja, fabricar um pouco mais, como se faz no estrangeiro, e ganhar um pouco menos, o que permitiria manter o emprego nas fábricas”.
O presidente da construtora, Carlos Ghosn, não esteve presente na reunião, uma vez que esteve em Genebra a apresentar a nova versão do Mégane. A fraca renovação de modelos é, aliás, uma das razões apontadas para o declínio da Renault.
Os lucros têm vindo a caír progressivamente. Para este ano, prevê-se um resultado de 2,5 mil milhões de euros, ou seja, 900 milhões menos que há três anos.
A fábrica mais penalizada é a de Sandouville, no norte de França, onde vão ser perdidos 1000 empregos. A Renault quer reduzir os quadros através de acordos amigáveis e do congelamento das novas contratações.
Os trabalhadores prometeram recorrer ao presidente Sarkozy, uma vez que o estado francês é accionista de cerca de 15% da Renault.
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