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A Geórgia pediu ao Tribunal Penal Internacional para obrigar a Rússia a parar com o que classificou de “limpeza étnica” na Abcásia e na Ossétia do Sul.
A máxima instância judicial da ONU, com sede em Haia, deu início esta manhã às audiências no caso avançado por Tbilissi contra Moscovo após a intervenção militar russa no território georgiano.
O governo georgiano acusa o Kremlin de apoiar o “separatismo” no seu território e denuncia uma política de “limpeza étnica” por parte dos russos não apenas no conflito iniciado em Agosto, mas desde o início dos anos 90.
Tbilissi diz que os cidadãos georgianos foram maltratados e aterrorizados e que a acção russa provocou o êxodo de cerca de 300.000 georgianos da Abcásia e da Ossétia do Sul. O Tribunal de Haia tem programados três dias de audiências para decidir sobre o pedido de medidas urgentes de protecção.
A Rússia acusa por seu lado a Geórgia de crimes contra a humanidade na ofensiva lançada no início de Agosto, quando Tbilissi tentou recuperar o controlo da Ossétia do Sul, operação que desencadeou a resposta militar russa.
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