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O sonho do veículo mais barato do mundo está adiado. O grupo indiano Tata Motors decidiu parar a construção da fábrica que deveria conceber o Tata Nano, na região de Singur, no estado de Bengala, devido aos protestos do agricultores.
As obras foram interrompidas na passada sexta-feira, na sequência da manifestação de milhares de pessoas, em protesto contra a requisição dos respectivos terrenos agrícolas.
A Tata é um ícone da indústria nacional e há já vários estados candidatos a acolher a fábrica, mas quem ficou sem terrenos ficou também sem perspectivas de futuro:
“Eu entreguei a minha terra para este projecto. O meu filho deveria trabalhar na empresa, agora soubemos que decidiram partir daqui. Estou muito triste, nós iríamos lucrar com isto”, afirma uma mulher desiludida.
Para outros foi claramente a expectativa de um emprego estável que foi aniquilada:
Um homem diz que esteve a estagiar para trabalhar na Tata e, como ele, muitos jovens vindos de várias regiões esperavam este emprego. “Agora os nossos sonhos foram destruídos”, afirma.
A Tata propunha-se construir neste local o pequeno Tata Nano, de 600 cm3 de cilindrada, anunciado como o carro mais barato do mundo – cerca de 2.500 dólares, pouco mais de 1700 euros. Objectivo era construir 250 mil unidades por ano, destinadas aos indianos que circulam em motocicletas.
O projecto está apenas adiado. O Nano será natural da Índia, mas nascerá noutro estado.
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