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Dmitri Medvedev e Nicolas Sarkozy analisaram, na noite de domingo, a situação da segurança nas regiões fronteiriças da Georgia com as novas repúblicas da Ossétia do Sul e da Abkatzia.
A conversa, de acordo com uma nota da Kremelin, aconteceu durante um longo telefonema.
Os dois presidentes assumiram o compromisso do envio, para aquelas regiões, de observadores militares internacionais.
Os contactos vão continuar e foi mesmo considerada a possibilidade de um encontro, entre os dois chefes de Estado.
Não foi a prinmeira conversa. Os telefonemas entre o Kremelin e o Eliseu têm sido frequentes, desde a guerra na Ossetia do Sul.
O primeiro-ministro da Eslovénia, Janez Jansa, entretanto, confirmou que, na cimeira europeia desta segunda-feira, não haverá propostas de sanções contra Moscovo:
“Na segunda-feira, na cimeira, não será apresentada qualquer proposta de sanções a aplicar à Rússia. A presidência francesa foi absolutamente clara sobre isso. Pessoalmente, sou a favor deste ponto de vista”.
Nicolas Sarkozy deve dar pormenores desta conversa aos parceiros europeus.
Não há consenso entre os 27 e Paris decidiu não correr riscos.
A actuação do presidente da Georgia, Mikhal Sakkasshvili é cada vez mais contestada, entre as lideranças europeias.
Segundo alguns analistas, com a agressão à Ossétia, ele comprometeu, definitivamente, a integração da Georgia na Nato.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, disse que a presidência francesas irá apresentar hoje, em Bruxelas, um texto forte, mas sem sanções.
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