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“Inocente”, foi a fórmula que o tribunal reteve da resposta de Radovan Karadzic, quando o ex-lider sérvio da Bósnia se recusou a responder directamente às questão do juiz.
Karadzic enfrenta 11 acusações, 6 de genocínio, 5 de crimes de guerra e, neste segundo dia de presença no tribunal, deveria ter respondido por cada uma delas se se considerava culpado ou inocente. Face à ausência de resposta, o tribunal retém a fórmula, inocente.
Karadzic insiste na estratégia dilactória do julgamento e pede resposta ao requerimento de anulação do processo que tinha apresentado. Mas o juiz começou a fixar datas. A documentação -incluindo o novo acto de acusação – ser-lhe-à fornecida até ao dia 17 de Setembro, altura em que, numa conferência, serão dadas respostas a todas as suas perguntas. A partir daí o acusado tem 30 dias para contestar e requerer tudo o que entender.
Entre as acusações de que é alvo está a responsabilidade pelo massacre de oito mil homens e rapazes muçulmanos em Srebrenica; a detenção de milhares e morte de centenas de civis em campos de detenção, como o de Keraterm na região de Prijedor, no sudoeste da Bósnia ou o tristemente famoso cerco de Sarajevo.
Para o procurador do TPI, Radovan Karadzic é o cérebro da limpeza étnica lançada com o apoio de Belgrado contra muçulmanos e croatas durante a guerra da Bósnia, na qual perderam a vida cerca de cem mil pessoas.
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