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Ao quarto dia da contestação popular na Tailândia, o cenário agrava-se. Em Banguecoque, além dos manifestantes continuarem a ocupar a sede do governo, um grupo de cerca de 2 mil pessoas tentou tomar de assalto o quartel general da Polícia, sem sucesso.
A desordem pública disseminou-se a outras regiões do país, mas o primeiro-ministro Samak Sundaravej anunciou que não se demite nem declara o estado de emergência. O comandante do exército, Anupong Paojinda garantiu por seu lado que “não haverá golpe de estado”.
Esta sexta-feira as autoridades foram obrigadas a encerrar três aeroportos, incluindo o de Phuket, face a presença de manifestantes nas pistas.
Inúmeros sindicatos entraram também no protesto e apelam à greve tendo-se verificado perturbações em vários sectores da economia.
Liderados pelo grupo conservador Aliança Popular para a democracia, Os contestatários pretendem a demissão do primeiro-ministro que consideram ser manipulado pelo antecessor, Thaksin Shinawatra, deposto em 2006.
Sundaravej venceu por larga maioria as eleições de Dezembro, que se seguiram ao golpe de Estado.
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