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Estão a ser estudadas sanções contra a Rússia. Isso mesmo foi anunciado pelo chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, no mesmo dia em que começou o encontro da OCS, a Organização de Cooperação de Shangai.
Kouchner afirmou que França não quer cortar as relações com a Rússia, que tudo será negociado, mas por agora estão a ser estudadas sanções e outros meios de pressão. Esperam-se novidades mais concretas na segunda-feira, dia da reunião extraordinária do Conselho Europeu.
Para o presidente russo Dmitri Medvedev, a união dos Estados-membros da OCS serve como resposta forte a todos os que querem justificar a agressão georgiana.
Sobre a o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abcásia, todos os países da OCS estão do lado da Rússia. É o caso da China e de quatro antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central: o Casaquistão, o Quirguistão, o Uzebequistão e o Tajiquistão, onde se realiza o encontro oficial.
Na Geórgia, o rasto de violência deixado pelo exército russo é ainda visível. De acordo com os últimos números fornecidos pelas autoridades de Tbilissi a 19 de Agosto, morreram 215 georgianos durante os dias de conflito, 1500 ficaram feridos e 70 continuam desaparecidos.
Do lado da Ossétia do Sul, o procurador geral assegura que perderam a vida mais 1 600 pessoas.
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