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A União Europeia não “deseja o regresso ao período da Guerra Fria”, as palavras são de Nicolas Sarkozy, presidente em exercício dos 27, que tentou esta quarta-feira colocar outra vez a bola do lado de Moscovo.
Com o gás russo a garantir 1/4 do consumo na União, o chefe de Estado francês procurou deitar água na fervura, depois de Medvedev ter dito que não tem medo duma deterioração das relações quer ao nível da NATO como da OMC ou do G8:
“Ninguém quer regressar ao período da Guerra Fria. A NATO não é uma adversária, mas sim uma parceira da Rússia. Quanto à União Europeia, ela tem a vontade de construir com a Rússia relações intrincadas e positivas, mas hoje a Rússia tem de fazer uma escolha fundamental”.
Em comunicado, Sarkozy informou também ter estado longamente ao telefone com o presidente russo e georgiano para sublinhar a necessidade “urgente de fazer baixar a tensão e aplicar os pontos do acordo de cessar-fogo”.
Numa entrevista ao Financial Times, o presidente russo afirmou que não tinha “outra escolha” senão reconhecer a independência das províncias separatistas.
Dimitry Medvedev esteve entretanto reunido com os líderes da Ásia Central antes do arranque, hoje, da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, em Duchambé, no Tajiquistão.
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