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O executivo de Silvio Berlusconi aprovou, esta quinta-feira, em conselho de ministros, a nova lei das falências, permitindo, pôr em marcha o plano de recuperação da empresa, ainda esta semana.
O projecto-lei prevê a criação de uma sociedade que será controlada por 16 investidores transalpinos que vão injectar mil milhões de euros. Um negócio que está a dividir o poder político: O deputado Italo Bocchino afirma que “o plano do governo não só salva a Alitália, evitando, a falência e a venda, como permite ao mesmo tempo relança-la como uma companhia internacional com um papel a nível europeu.”
O líder dos Comunistas, Paolo Ferrero, considera que “o plano é pior que o da Air France porque impõe um maior número de despedimentos. Além disso, custa muito mais caro aos contribuintes e acaba por destruir a companhia”
A Air France-KLM retirou a oferta de compra sobre a companhia italiana, na Primavera, face à oposição do sindicato do sector e de Silvio Berlusconi, então candidato a primeiro-ministro.
Segundo a imprensa italiana o plano de reestruturação vai levar à supressão de cerca de 6000 postos de trabalho, mais 4000 mil que o projecto apresentado pela Air France KLM. A transportadora aérea franco-holandesa fez, entretanto, saber que pretende ter uma participação minoritária no capital da nova sociedade.
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